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Para
cada 15 brasileiros que vivem em grandes metrópoles existe pelo menos um cachorro. O cão e o homem tem uma relação pré-histórica,
ha 12000 anos acompanham os seres humanos proporcionado afetividade e proteção. Os laços entre os dois vem se estreitando
cada vez mais e o animal acaba suprindo carências da atual sociedade como afetividade e amizade, melhoras nos quadros de ansiedade,
estresse, auto-estima, comunicação e sensibilidade ao toque são relatadas por pessoas que interagem com animais. O uso de animais para tratamentos com idosos e crianças doentes assim como pacientes psiquiátricos vem
se desenvolvendo como uma ótima alternativa paralela aos tratamentos medicamentosos. Na Alemanha, depois da Segunda Guerra
Mundial, soldados que buscavam bombas com a ajuda de cães ficaram cegos e foram guiados por esses animais após a deficiência.
Por volta de 1972, um hospital psiquiátrico da Inglaterra permitiu o contato dos pacientes com animais de fazenda. Depois
da experiência, foi constatado que os doentes estavam mais tranqüilos e não precisavam utilizar os medicamentos com tanta
freqüência. No Brasil, a “pet terapia” começou em 1997. Naquele ano, a psicoterapeuta Hannelore Fuchs visitou
hospitais em São Paulo levando animais consigo e notou resultados positivos nos doentes.
Ao assumir esse papel na sociedade, o cão desenvolve um comportamento visual mais exacerbado
que seus companheiros carnívoros, assim como eles, são essencialmente olfativos, com exceção dos casos em que trabalham especificamente
com olfação, como por exemplo, em salvamentos ou em aeroportos. A visão para o animal de estimação torna-se mais importante diante da sua sociabilidade
e inter-relação com seres humanos. Em caso de perda da visão do animal o convívio com seu proprietário pode modificar, passando
o animal a assumir um papel dependente.
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